em qualquer tempo que me leve ao meu lugar
há algo que preciso resgatar pra seguir adiante
sinto tudo mudar, a pele rasgando da alma
soltando-se, frágil
pele nova, úmida, sem proteções
melhor assim
volto à toca, resguardo-me
há muitas lutas por vencer
não sei o que fica e o que vai
mas não quero mentir
não quero a mentira, o menos, o morno
quero o fresco e o forte, a raiz, o tronco e as folhas no ar
preciso volar ao meu lugar
à minha fonte
mas o mundo não pode parar
e eu sigo tão minha
aguardo o que virá
acalmo o coração
pra enxergar a linha
(que eu mesma densenhei)
e vejo as outras se dissiparem...
quero a assência, o essencial
minha, no mundo
eu no todo
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