Cheiro de jasmim
caminhos sutis que permeiam a alma
alma, as flores de espirradeira são daquelas que cortam a matéria,
penetram, tóxicas, veneno...
este foi o caminho que percorri esta noite
sonhos, devaneios, e alívio...
sentimentos de segurança e fé
jasmim e espirradeira, numa combinação sutil e profunda
perfumes da alma
sinto como se tivesse percorrido outros mundos
uma verdadeira terapia de aromas
dentro
"Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros). Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo..."(Fernando Pessoa)
quinta-feira, 29 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Quero refazer-me outra vez, ser meu, semente
deixo que as folhas caiam
secas, vesgas, velhas, murchas, cansadas, caladas
uma por uma
ao léu, ao vento, ao relento, lento... o tempo
viro ao avesso, sou chão
morto, profundo, do fundo
guardados os segredos de outrora
outono
deixo uma folha por uma flor, e uma flor por um fruto, semente
morto, acolho o que virá, o novo, o ovo
Colho.
Desejo de ser feliz de novo!
deixo que as folhas caiam
secas, vesgas, velhas, murchas, cansadas, caladas
uma por uma
ao léu, ao vento, ao relento, lento... o tempo
viro ao avesso, sou chão
morto, profundo, do fundo
guardados os segredos de outrora
outono
deixo uma folha por uma flor, e uma flor por um fruto, semente
morto, acolho o que virá, o novo, o ovo
Colho.
Desejo de ser feliz de novo!
domingo, 18 de março de 2012
Espaços vazios, cantos, prantos, tantos...
Cidade cheia de nada, sentimentos, vazios, prantos
cantos escuros, sombras...
tanto por nada!
copo cheio de espuma, sem ar
gritar!
porém eu calo, não sei por onde andar
meninas nas ruas, mulheres, tantos encantos
ruas repletas, tantos por nada
vazio, solidão, lua cheia minguante
rosas murchas, feias, pisadas, coitadas
mãos vazias
clamo, oro, peço, nada
rios, correntezas, leitos vazios, meu leito, meu peito...
"rios de planície serpendeiam"
beleza cheia de meandros
pedras, cascalhos, presos
dia após dia... sufocada!
Cidade cheia de nada, sentimentos, vazios, prantos
cantos escuros, sombras...
tanto por nada!
copo cheio de espuma, sem ar
gritar!
porém eu calo, não sei por onde andar
meninas nas ruas, mulheres, tantos encantos
ruas repletas, tantos por nada
vazio, solidão, lua cheia minguante
rosas murchas, feias, pisadas, coitadas
mãos vazias
clamo, oro, peço, nada
rios, correntezas, leitos vazios, meu leito, meu peito...
"rios de planície serpendeiam"
beleza cheia de meandros
pedras, cascalhos, presos
dia após dia... sufocada!
Aqui dentro
Aqui dentro ninguém leva minha liberdade de ir até você e de caminhar por meus sonhos, em meu mundo, só meu...Ninguém pode me negar sentir, querer, estar. Ninguém pode me dizer que é ridículo sentir tanto assim, se o "tempo" é certo ou errado, se é curta ou longa demáis a caminhada. Os passos são meus.
Posso escolher entre dois lados do espelho, posso voar por entre as nuvens, entrar e sair das minhas portas e quem as guarda sou eu mesma. E quem vai me dizer o contrário?
Posso escolher entre dois lados do espelho, posso voar por entre as nuvens, entrar e sair das minhas portas e quem as guarda sou eu mesma. E quem vai me dizer o contrário?
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