sábado, 11 de setembro de 2010

Palavras e pensamentos incansáveis

Areia da ampulheta, que vira, retorce, dobra...
É tambor de maracatu que pulsa, incansável, que roda na saia, que gira o mundo. Círculos concêntricos, vibrantes, entram e saem, espirais.
Tempo que não se esgota.
Sufoca, cheira, pensa, deseja, tenta, sai, esquece, volta, ameniza, corre, solta, solda, volta. Volta...
O meu peão não roda com ponteira... Meu cavalo não tem rédeas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Deusa dos Ciclos

 Mais uma vez percorremos Tua espiral ao encontro do nosso deserto. E então, refazemos Tua história e assim retomamos nosso caminho.


Ela é a consiência do "si" (de si), a borda circular do espelho, é o círculo, a pele, o que distingue o interior do exterior, o ser do seu reflexo, o Eu do Tu, a parte do todo. Sem ela não haveria a consciência da parte, nem do todo. É o círculo de fogo e a consciência da criação.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Folhas primeiras

Estas são as primeiras folhas que caem neste solo, embora ainda seja primavera. Não importa, dois equinócios, o nascer ou o pôr do Sol, luz das acácias...
A luz revela a sombra, o abismo, o vazio e todas as possibilidades desta alma inquieta, sem voz.
GRITA! num sussurro se eleva, abafa.
São as paixões que apenas se enlevam nas curvas, nos becos.
São os desejos e sonhos que ondas apagam e os tomam ao profundo, sem luz, sem flores, sem acácias.