Procuro passos nos rastros,
na alvorada, na calçada
na calada, atordoada.
Tudo é envolvimento,
distração, invenção
histórias, memórias,
mera intenção.
Necessidades, desejos,
tudo são rastros,
estilhaços,
tudo meu, tudo dentro,
tudo eu traço.
Tudo centro,
tudo rastro,
tudo é pasto,
tudo parece raso.
Eu, num único compasso.
"Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros). Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo..."(Fernando Pessoa)
sábado, 11 de maio de 2013
Não sei quantas almas tenho
Mas sei que uma eu achei
Ela se põe deitada, entregue
Ela chegou me arrebatando
Pondo-me de quatro,
Patas no chão
Imersa
Sob o solo, pelo chão
A danada veio com tudo
Me virou pelo avesso
Acabou com tudo,
Me tirou pra fora
Levou tudo que era meu,
Me roubou os estilhaços
E agora o que eu faço?
Eu sei.
Por envolvimento, por atrevimento,
Pelo coração, mera distração
Por intuição.
Mas sei que uma eu achei
Ela se põe deitada, entregue
Ela chegou me arrebatando
Pondo-me de quatro,
Patas no chão
Imersa
Sob o solo, pelo chão
A danada veio com tudo
Me virou pelo avesso
Acabou com tudo,
Me tirou pra fora
Levou tudo que era meu,
Me roubou os estilhaços
E agora o que eu faço?
Eu sei.
Por envolvimento, por atrevimento,
Pelo coração, mera distração
Por intuição.
Assinar:
Postagens (Atom)