sábado, 11 de maio de 2013

Procuro passos nos rastros,
na alvorada, na calçada
na calada, atordoada.
Tudo é envolvimento,
distração, invenção
histórias, memórias,
mera intenção.
Necessidades, desejos,
tudo são rastros,
estilhaços,
tudo meu, tudo dentro,
tudo eu traço.
Tudo centro,
tudo rastro,
tudo é pasto,
tudo parece raso.
Eu, num único compasso.

Não sei quantas almas tenho
Mas sei que uma eu achei
Ela se põe deitada, entregue
Ela chegou me arrebatando
Pondo-me de quatro,
Patas no chão
Imersa
Sob o solo, pelo chão
A danada veio com tudo
Me virou pelo avesso
Acabou com tudo,
Me tirou pra fora
Levou tudo que era meu,
Me roubou os estilhaços
E agora o que eu faço?
Eu sei.
Por envolvimento, por atrevimento,
Pelo coração, mera distração
Por intuição.
 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Fé...

Acordar de manhã e saber que é dia, outro dia...
Que o Sol levantou e você, sua alma, despertou.
Mas os dias se repetem e sua alma só segue
Que pele é essa que não deixa a alma voar?
Fé... outros mundos, seus mundos
E você só sabe que existe!
Essência, como seguir o teu caminho?
Sigo uma estrada que não sei onde vai dar
mas sigo...
coração, sensação, se não...
mas sinto.
Sigo... uma trilha invisível.
Sou brasileira e não desisto.

Só quero o que for verdadeiro,
o que for meu.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Preciso daquela força das entranhas, do uivo...
das estrelas que caminham na noite escura, sem lua, muda, nua
morte, sou de novo chão, em grãos
espalho-me
meu gato, adorado Drako
dragão do meu deserto cinza
meu carinho, caminho, ninho
que sua alma seja levada branda
pelos carros mais brilhantes que cruzam o céus
que ele seja o Sol nessa manhã escura, dura
sinto vazio, o morno, o corvo
preciso dessa força estranha...
das entranhas.

domingo, 8 de abril de 2012

Resgates...

Algo me diz pra voltar
em qualquer tempo que me leve ao meu lugar
há algo que preciso resgatar pra seguir adiante
sinto tudo mudar, a pele rasgando da alma
soltando-se, frágil
assim, como um novo ser
pele nova, úmida, sem proteções
melhor assim
volto à toca, resguardo-me
há muitas lutas por vencer
não sei o que fica e o que vai
mas não quero mentir
não quero a mentira, o menos, o morno
quero o fresco e o forte, a raiz, o tronco e as folhas no ar
preciso volar ao meu lugar
à minha fonte
mas o mundo não pode parar
e eu sigo tão minha
aguardo o que virá
acalmo o coração
pra enxergar a linha
(que eu mesma densenhei)
e vejo as outras se dissiparem...
quero a assência, o essencial
minha, no mundo
eu no todo

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Armo a minha tenda
abro à Lua
branda e serena, cheia, plena
portal de espelho
noturna
porcelana branca
água e rosas
abro a cortina
magia, encanto, mistérios
a vida em plena beleza, ápice
bebo instinto, inspiração, fantasia
criatividade intuitiva, feminina
círculo, círculos
útero, vida que se expanda dela
poder único que move as marés
e as águas subterrâneas, profundas
nutre, renova a roda
desfaz-se as brumas, silêncio morre
as fadas despertam, os homens dormem
É Ela!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Na manha...

Nova, mundo gira na roda insana
noite se vai pela madrugada
Lua cheia, plena, emana
luz divida da noite caiana
luz das estrelas,
na cidade silenciosa
mais uma noite se vai
da janela, silencia
as luzes... o gato
o silêncio, a janela
sozinha sem a cama, sem a mariazinha
sozinha, feliz, sem drama, fora da lama
tudo subtrai e soma...
é luz divina que emancipa
prana
energia vital, da lama, da grama, na cama...
e tudo flui, na manha